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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Por essas linhas

Osmar J. Santos

Não sei onde essas linhas me levarão.
Tudo que sei é que tenho por elas caminhado.
Tudo que sei é que cheguei até aqui.

domingo, 30 de outubro de 2016

Atemporal

Osmar J. Santos

Parece mesmo muito pouco importar
quanto tempo passou desde a última vez.
É como se o vento sempre trouxesse de volta
um inverno que nunca passou.

domingo, 16 de outubro de 2016

Poeme-se

Osmar J. Santos

Torne poema tudo quanto puder.
A vida tratará de devolver-te em poesia.


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Amar, amar mesmo

Osmar J. Santos

Amar,
amar mesmo,
é bagunçar o outro.

E sobretudo, 
deixar que o caos alheio também te 
desorganize. 

Da saudade que ainda se sente

Osmar J. Santos

E de tudo que era,
fez-se distância, apenas.
e o tempo não foi o culpado.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

sábado, 16 de julho de 2016

Osmar J. Santos

Não a ouvi batendo.
Talvez a sutil insistência
tenha feito com que a porta, 
à chave trancada,
reabrisse sem que eu percebesse.

sábado, 4 de junho de 2016

Divórcio

Osmar J.Santos


Abri os olhos e não havia luz.
A pele ardia.
O corpo ardia - não havia pele.
Em carne viva, tentava mover-me.
Doía.

domingo, 22 de maio de 2016

Osmar J. Santos

Sedento de silêncio, 
recolho-me ao escuro do meu quarto.
Lá, onde nenhuma luz é possível...

(um breve sorriso, seguido de uma lágrima, por alguns segundos silencia o pensamento.)
   
... lá, onde nenhuma luz é possível, 
é-me permitido sorrir e chorar.
Lá, no escuro do meu quarto,
é-me permitido o que em nenhum outro lugar:
sentir saudades.

domingo, 17 de abril de 2016

Um encontro

Osmar J. Santos


Era tarde e já estavam fechando. Trocamos contatos, nos despedimos e fomos embora. 
Ficamos ali sentados, conversando por algum tempo.
Mergulhado na leitura de Divórcio, do Lísias, sequer percebi sua aproximação.
Cheguei e olhei em volta - não havia ninguém. Era Sábado. Aquele ambiente que durante a semana transpira agonia, naquele momento tornava possível que eu respirasse silêncio.
Conferi mais de uma vez se havia travado o carro.
No chuveiro, perguntei-me se conseguiria estacionar. Concluí que sim. Era Sábado e poucas pessoas vão à biblioteca no Sábado.
Não havia sabonete no banheiro. A casa estava vazia mas optei por uma toalha. Atravessei o corredor e fui ao quarto. Na gaveta, um Phebo e um Senador. Não lembro qual peguei.
No chuveiro, perguntei-me se conseguiria estacionar. Concluí que sim. Era Sábado e poucas pessoas vão à biblioteca no Sábado.
Conferi mais de uma vez se havia travado o carro.
Cheguei e olhei em volta - não havia ninguém. Era Sábado. Aquele ambiente que durante a semana transpira agonia, naquele momento tornava possível que eu respirasse silêncio.
Mergulhado na leitura de Divórcio, do Lísias, sequer percebi sua aproximação.
Ficamos ali sentados, conversando por algum tempo.
Era tarde e já estavam fechando. Trocamos contatos, nos despedimos e fomos embora.

domingo, 10 de abril de 2016

Bloqueio criativo

Osmar J. Santos

Eu, que já nem faço rima
por pouco saber de coração,
encerro aqui esses versos
por falta de inspiração.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Osmar J. Santos

As palavras estão todas aqui.
No quarto escuro,
Onde nenhuma sombra é possível,
As vejo espalhadas por todos os lados.
Penso ser permitido organizá-las.
Engano-me. 
Enganam-me
E riem da minha desventura.
Que ironia!
Provocam a mim, 
Provocador de palavras.