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sábado, 14 de dezembro de 2013

E ainda não sei andar de bicicleta

Por Osmar J. Santos

Fiz mil planos.
Não planejei obstáculos.
Sabia onde queria chegar.
Mas antes chegou o tempo
como quem manda um recado
e ensinou que as coisas não são como quero.
Que o caminhar das horas independe de minhas vontades.
Aprendi que há pedras no caminho.
Que choverá enquanto peço tempo bom
e que o Sol poderá aparecer apenas no dia seguinte.
Aprendi que há noites sem luar.
Que nem sempre haverá vento.
Aprendi coisas que todos sabem
e coisas que só eu sei.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Tela


Por Osmar J. Santos

Em suas mãos, pincel.
Tintas na aquarela.
Escolheu a cor vermelha.
Pôs-se a pintar a tela.


sábado, 13 de abril de 2013

Da urgência da palavra


  Por Osmar J. Santos       

    Fora acometido de uma incontrolável vontade de escrever; de colocar no papel o que sentia.
   Passava das duas da manhã e não havia som lá fora. Sobre a escrivaninha um tinteiro, algumas folhas parcialmente riscadas e uma xícara de chá de canela. Estava visivelmente cansado - não o bastante para abandonar seu propósito e deixar-se vencer pelo sono.
   Um sorriso passou rapidamente por seus lábios - acontecia todas as vezes que nela pensava; que lia seus textos; que a encontrava.
    Já havia algum tempo desde o último encontro mas não esquecera o macio de sua pele; o doce de seu sorriso; o vermelho intenso de suas unhas. 
   As lembranças brincavam em sua mente. Distraía-se e o sorriso vinha fácil; mas logo desfazía-se, feito a rara brisa de um dia de sol. A expressão séria, sisuda mesmo, era devolvida à sua face. Lembrava  não que o relógio já marcava três da manhã; muito menos que deveria levantar às cinco; mas sim que não houvera até então, lhe falado sobre o que sentia. Não havia naquele momento, algo que traduzisse sua expressão. A urgência já não era colocar palavras no papel. Era falar-lhe.
    (...) e mergulhava novamente em seus pensamentos...
   Apagou a lâmpada. Não fechou os olhos, mas o escuro não lhe permitia enxergar além de seus próprios pensamentos: o macio de sua pele; o doce de seu sorriso; o vermelho intenso de suas unhas, o macio de sua pele...
Novamente pôde-se ver o sorriso distraído tomar sua face.